A Jornada Cultural do Brasil no Canadá é o primeiro evento online em âmbito nacional voltado a comunidades brasileiras e a canadenses que querem saber mais sobre o Brasil. Nossa Jornada reúne brasileiros que desempenham um trabalho notável em contextos artísticos, acadêmicos, sociais e políticos com vistas a discutir temas importantes para o fortalecimento das comunidades brasileiras no Canadá. A Jornada é organizada conforme os eixos temáticos a seguir:
O evento é gratuito e foi transmitido ao vivo no dia 14 de setembro conforme a programação abaixo (GMT -4).
Boas-vindas
Conheça a Casa da Cultura do Brasil no Canadá, a nossa missão e os voluntários que nos sustentam. Também vamos dar algumas orientações essenciais sobre o funcionamento do evento.
Idioma: inglês
Seu lugar é aqui: quando a natureza e a ilustração nos reconectam
Desde que se mudou do Brasil para o Canadá, Nátali vem pensando sobre o que levamos conosco quando deixamos um lugar, especialmente as memórias da infância. Muitas vezes, essas lembranças estão ligadas à natureza, a brincadeiras ao ar livre e às paisagens afetivas que moldam nossa imaginação. Nesta apresentação interativa, Nátali vai compartilhar um pouco de sua trajetória como autora e ilustradora, e também da pesquisa que desenvolveu durante o mestrado em Ilustração, publicada na revista internacional Bookbird. Venha conversar com Nátali sobre como a arte pode ser uma ponte entre tempos, lugares e culturas, principalmente para quem vive fora do país de origem.
Idioma: inglês
Nátali de Mello é autora e ilustradora brasileira-canadense, e vive em Ottawa. Inspirada pela fauna e flora do Brasil, seu trabalho explora temas como identidade, natureza e pertencimento, combinando pintura, colagem e arte digital. Tem formação em Arquitetura e Artes Visuais, e é mestre em Ilustração pela Falmouth University. Quando não está desenhando, Nátali provavelmente está pedalando pelas paisagens canadenses com seu marido e seus pequenos gêmeos, ou comendo uma boa fatia de pizza!
Brasil, o eterno país do futuro?
Segundo o político e jornalista francês Georges Clemenceau, o Brasil é e sempre será o país do futuro. Afinal, o que qualifica o Brasil como país emergente e o que lhe falta para chegar ao tão sonhado futuro? De que maneira o discurso colonialista determina a percepção do povo brasileiro sobre si mesmo? Nesta palestra, a estudante Marie-Ève e o professor Marcello Cappucci discutem aspectos importantes sobre a situação atual do Brasil não apenas no âmbito da política nacional, mas também no contexto político internacional em que vivemos.
Idioma: inglês
Marie-Ève estuda Relações Internacionais na Université Laval desde 2022, equilibrando rigor acadêmico com aventuras no exterior. Ela se interessa particularmente por identidades nacionais e políticas multiculturais no Canadá e em outros lugares. Apaixonou-se pela língua portuguesa logo no início dos estudos e teve a oportunidade de encarar os desafios da realidade do Brasil durante os cinco meses que passou na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Marie-Ève trabalha para unir conhecimento político, análise cultural e ambição acadêmica, sempre com um toque de bossa nova.
Graduado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (1994) e em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1993), é mestre em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2000). No Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, ensina as disciplinas de Globalização Financeira, Arte e Literatura nas Relações Internacionais, Arquitetura e Poder e Monumento, e Patrimônio Histórico e Memória. Marcello também ministra aulas no Programa de Intercâmbio da Universidade do Arkansas e no Council of International Educational Exchange, no Rio de Janeiro, tendo experiência prévia como coordenador e docente em cursos de graduação e pós-graduação na Universidade Estácio de Sá. Ao longo de sua extensa carreira, atuou principalmente nos temas de relações internacionais, integração regional, economia política internacional, política externa brasileira, negociação internacional, e cultura e poder.
Entre dois mundos: escritas sobre a experiência da imigração
Luciana nos mostrará sua trajetória como escritora brasileira no Canadá, criando histórias com memórias, afeto e identidade cultural que atravessam fronteiras. Com base em seus livros infantis Meus Avós que Moram Longe e Lá no Brasil, além de sua escrita voltada para o público adulto, Luciana explicará como a literatura contribui para a experiência do imigrante ao preservar raízes, construir pontes entre gerações e formar um senso de pertencimento em lugares desconhecidos. Por meio de reflexões pessoais e exemplos literários, discutiremos os desafios da publicação bilíngue, as diferenças entre escrever para adultos e para crianças, e o papel da literatura brasileira na vivência entre dois mundos. Por fim, ao ler seu texto Faça as suas malas (que integra um livro de ensaios publicado em 2024), Luciana fará uma reflexão sobre como as histórias ajudam famílias imigrantes a documentar seu pertencimento.
Idioma: inglês
Luciana é uma escritora brasileira-canadense que vive, trabalha e se diverte nos territórios das Primeiras Nações Katzie (q̓ic̓əy̓) e Kwantlen (qʼʷa:n̓ƛʼən̓). Formada em Letras e Pedagogia no Brasil, já escreveu diversos materiais didáticos e publicou, de forma independente, os livros Lá no Brasil e Meus Avós Que Moram Longe, que já chegaram a mais de 40 países. Em seu tempo livre, Luciana gosta de ler, escrever e aproveitar a natureza, de preferência com algum aperitivo gostoso para viagem…
Agentes de promoção da língua portuguesa no Canadá
Com base nos conceitos de lucro e orgulho desenvolvidos por Pedro Garcez, Cecilia Dias e Giana Bess em uma pesquisa conduzida com imigrantes brasileiros em Toronto, Mitsue discute a relevância do ensino de português no Canadá e apresenta as modalidades de ensino que mais despertam o interesse das comunidades brasileira e canadense. Explorando também a pesquisa de Evandro Rodrigues sobre os desafios do ensino de português fora da sala de aula, Mitsue oferece ao público ferramentas que demonstram de que maneira os falantes de português brasileiro podem agir em prol da preservação linguística e cultural de seu país de origem.
Idioma: inglês
Licenciada em Letras (UFF) e pós-graduada em Ensino de Português como Língua Estrangeira (PUC-Rio), Mitsue dedicou grande parte de sua vida profissional a traduzir e revisar textos e obras das mais diversas áreas. Trabalhando atualmente como gerente de recrutamento em uma multinacional de tradução, Mitsue desenvolve a cada dia sua capacidade de gerenciar equipes, estruturar processos e atuar em contextos multilíngues. Imigrante brasileira, se mudou para o Canadá em 2021 e, desde então, não para de ter ideias sobre como fomentar a cultura do Brasil em solo canadense.
Música para além dos meus ouvidos
Nesta palestra, Erivan reflete sobre sua pesquisa de doutorado na Universidade McGill, que investiga como pessoas surdas e com deficiência auditiva vivenciam, interpretam e criam música por meio de recursos multimodais. A pesquisa desafia concepções de musicalidade centradas na audição e propõe novas formas de compreender a música como prática multissensorial e inclusiva. Esses temas influenciaram profundamente o processo artístico de Erivan, levando-o a repensar como a música pode ser criada e comunicada além do âmbito auditivo. Erivan explica como essa investigação moldou suas escolhas de composições, tendo como base inclusive suas raízes nas tradições musicais brasileiras, nas quais ritmo, corporeidade e coletividade são elementos centrais. Seu objetivo é demonstrar de que maneira práticas musicais inclusivas podem transformar não apenas nossa forma de criar, mas também de imaginar a música.
Idioma: inglês
Estudante de doutorado na Schulich School of Music da McGill University, Erivan é mestre em Música e bacharel em Performance de Jazz. Dedicou a maior parte da carreira profissional à performance musical, educação e pesquisa, atuando como músico profissional no Brasil, México e Canadá. Juntamente com sua formação acadêmica, essas experiências lhe permitiram investigar questões relacionadas à performance musical, composição e educação. Erivan tem um interesse particular por novas formas de pensar a inclusão na música, explorando perspectivas inovadoras para o processo de ensino e aprendizagem, a promoção da música interativa e o desenvolvimento de tecnologia inclusiva na performance musical.
Fechando com chave de ouro
Fernanda Luz traz um tema surpresa para fechar nosso evento inaugural com chave de ouro.
Idioma: francês
Fernanda Luz
Natural do Rio de Janeiro, tendo atuado como fisioterapeuta por 9 anos, Fernanda Luz se mudou para o Canadá em 2009 com o marido e os dois filhos, de 3 e 7 anos. Voltou aos estudos, se tornou enfermeira e depois gestora. Em 2021, após 21 anos de dedicação ao serviço de saúde pública (9 no Brasil e 12 no Canadá) e ao atendimento de pessoas idosas, foi eleita vereadora em Sherbrooke, cidade onde mora atualmente. Desde 2023, Fernanda atua também como vice-prefeita e promove ativamente causas como planejamento do território como vetor de saúde e bem-estar, economia social para fomentar a riqueza coletiva, políticas e programas de desenvolvimento comunitário, e inclusão social.